Eu nunca fui de fazer declarações, pois a vergonha sempre me habitou. Mas, lá vai.
Nunca vi um visco de Natal, só em filmes, mas, eu acho encantadores. É uma coisa que dizem ser mágica, surpreendente.
Eu gostaria de ficar em baixo dele, com uma pessoa especial. Essa pessoa e eu, já passamos por tantos momentos bons e ruins. Ela me magoou, eu a magoei, mas, como toda pessoa aprende ou deveria aprender, eu e essa pessoa perdoamos os erros uns dos outros e não poderia existir nada melhor do que se acertar perante uma situação daquelas.
Essa pessoa, não é do jogo, não é vizinho, simplesmente um colega de escola que conquistou meu coração, que me deixou triste e de coração partido, mas, sinceramente, eu não gosto de lembrar dos momentos ruins, eu quero lembrar, nessa data, de todos os momentos bons que passamos.
Das risadas, das gracinhas, das gritarias, dos olhares. Ah, os olhares. De mim, saíam olhares apaixonados e dele, olhares de divertimento. Sinceramente? Eu ficava com raiva daquilo.
O jeito que ele sorria, era simplesmente encantador e me deixava boba só de ver. Eu desejei muito beijar a boca dele. Na chuva, no sol, e até mesmo, em baixo do visco.
Ele, um menino popular, conquistador e até galinha, conquistou meu coração e eu nunca desejei tanto beijar ele em baixo do visco. Eu desejei beijar ele até não poder mais, mas, eu nunca tive a grande chance de me aproximar mais um pouquinho dele. Sempre tinha alguma sortuda que pegava meu lugar antes, mas, que sorte a dela, não é mesmo?
Eu gostaria de ter beijado ele, nem que fosse por um segundo, nem que fosse na chuva, no sol escaldante, na lama, na grama, na calçada, no meio da rua, em casa, na escola, em baixo do visco. Poderia ser em qualquer lugar, não importa a hora, eu queria.
Eu ainda me sinto idiota por não ser do jeito que talvez ele gostasse e não ter tido a chance de beijá-lo, mas, nós fomos afastados, nossas bocas foram afastadas sem mesmo se tocarem, nossas mãos, que se tocaram uma ou duas vezes, nunca mais sentiram a textura da pele da outra, nossos corpos nunca mais se esbarraram no caminho para o banheiro, nossos olhares nunca mais se cruzaram, mas, eu tenho certeza de só uma coisa...
Talvez eu nunca beije ele na chuva, no sol escaldante ou até mesmo em baixo do visco, mas, eu não poderia desejar nada melhor para ele do que isso, de ser feliz, seja beijando a onde for, até mesmo, em baixo do visco.
Rebekah
Hebbo Hotel
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