Era uma tarde nublada e chuvosa. O mundo parecia cair lá fora, a chuva não teve piedade de ninguém hoje... de certa forma eu gostava desse clima. Combinava comigo e com meu humor. Algo melancólico, triste... sim, combinava bem comigo! Fora que com tempo assim o bom era que eu podia me enfiar debaixo das cobertas enquanto tomo um chocolate quente e assisto algo de interessante na teelvissão. O ruim é que ao invés de estar fazendo essas coisas eu estou aqui nesse inferno.
Aqui é apenas um lugar colorido aonde eles acham que vão me animar com essas cores quando na verdade elas me dão ânsia, aonde você encontra pessoas na mesma situação – ou até mesmo piores do que você – que vao apenas ficar falando dos problemas da vida delas – que por acaso vao ser bem parecidos com os seus – e chorando, e uma mulher que tenta fica sentada no meio olhando pra sua cara como se entendesse tudo sobre aquilo oque você está falando. Mas eu praticamente fui obrigado a estar aqui então... enfim.
Sai daquela sala antes que a psicóloga pudesse me parar e começar a encher meu saco. Ela é uma pessoa legal, mas eu não tenho muita paciência pra papo de psicólogos.
- Oh querido, já acabou? – perguntou a mais velha que estava sentada a uma das poltronas da sala de estar da clinica vindo em minha direção.
Não, saímos para uma aula de campo.
- Sim. – respondi forçando um sorriso. Os hoarios das terapias ainda não eram fixos então ela não sabia exatamente o horário que iria acabar – assim coo nós só sabíamos da hora que começava a terapia na recepção.
- Então vamos. – ela colocou uma das alças de sua bolsa que havia caído de seu ombro novamente no mesmo e então se virou para trás. – Até mais, Zara. – ela acenou para uma loira que estava sentada em uma das poltronas e a mesma retribuiu sorrindo.
Caminhamos silenciosamente até o carro aonde entramos e suspiramos pesadamente ao mesmo tempo.
- Como foi? – ela perguntou se virando para mim.
- O mesmo de sempre. – dei de ombros.
- Voce precisa se esforçar, Shawn. – ela disse me olhando fixamente mas eu evitava entrar em contato com sua face. – Desse jeito voce nunca vai melhorar, filho.
- Não finja se importar agora. Seu tempo para isso acabou. – reclamei finalmente a olhando.
- Como ousa dizer que eu não me importo? Eu me importo sim, e muito! – ela disse nervosa. – Quando seu pai morreu com quem voce ficou? Hein? Comigo, Shawn. Comigo! – ela gritou.
- Porque era de sua obrigação cudiar de mim. – explodi. – Você não podia simplesmente me deixar jogado sozinho em um canto qualquer. Eu duvido que se não fosse sua obrigação me trazer para cá voce nem se importaria comigo assim como não se importou quando se separou do meu pai e nos expulsou de casa sem dó nem piedade. Eu nem sei ainda porque voce está fingindo se importar comigo, porque não deixa simplesmente eu me acabar com meus próprios problemas, com minha própria tristeza? Aonde está Aalyiah agora? Hãn? – perguntei nerboso sentindo as lagrimas se acumularem em meus olhos. – Ela está morta! Morta! Por sua culpa! Sua culpa! – frizei. – Se eu estou assim, se tudo está assim é culpa SUA! – gritei.
A mais velha seguraav o choro no momento, isso era notório. Ela segurava o volante mesmo com o carro parado e olhava para frente enquanto mordia o lábio inferior.
- Eu te entendo, Shawn. Eu também me culpo. – ela disse suspirando em seguida. – Mas saiba que se eu ainda não desisti de você, é porque eu te amo meu filho. – ela me olhou por alguns segundos mas eu a ignorava. Logo ela deu partida no carro e seguimos para casa no maior silencio.
Eu já estava cansado de tudo isso, de todo esse teatro, de todas essas brigas, de todas essas mentiras. Eu só queria que isso tudo acabasse logo de uma forma ou de outra. Mas eu sabia que não ia ser assim tao rápido que as coisas ficariam boas.
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