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HIDETAKA YOSHIYUKI


Dava para notar na cara do albino que o mesmo não estava assim tão confortável naquela situação toda. Por causa de duas coisas, uma era óbvia que era o facto de que tinha que estar ali a prestar depoimento, mas a outra ainda era o facto de que ele... estava vivo. Ainda gostaria de entender direito sobre isso, mas não tinha tempo para pensar nisso no momento porque já estava sendo levado para uma sala com uns dois policiais e tudo mais. Ao início, parecia que aquele silêncio iria ficar constante mas assim que eles começaram com as perguntas, as palavras que o albino diria não saiam pela boca dele. Ele não sabia responder á primeira questão pelo menos... não sabia o que dizer... —— Bem é que eu... hm... gosto de rumores, e... fiquei interessado na história de á dois anos e... enfim. Aconteceu o que aconteceu, não tinha noção do perigo também... —— Encolheu um pouco os ombros suspirando se ajeitando na cadeira mas em seguida, ficou surpreendido com a questão que fizeram-lhe. Ergueu uma sobrancelha como se perguntasse se aquilo era a sério mas os policiais pareciam mesmo sérios em relação aquilo. Suspirou fundo e tentou se lembrar exatamente das várias coisas que sabia sobre. —— Bem, desde o início pensando... o Kokkuri-san começa-se com um tabuleiro e uma moeda. Se alguém mover a moeda, sem ser o espírito, então essa pessoa torna-se raposa... teve 7 raposas infelizmente... —— Comentou olhando para a mesa, com um olhar meio triste ao pensar nas 7 pessoas que se tinham ido, mas então se lembrou também das outras que morreram á custa das 7 raposas que não se queriam confessar e acabaram por ficar naquele jogo... ninguém merecia morrer, mas... ele achava que ele mesmo sim merecia ter morrido, ele não precisava desta oportunidade para viver... ele não sabia o que fazer... —— O objetivo do jogo é matar as raposas... este ano nós conseguimos e saíram algumas pessoas vivas pelo menos... Mas em resumo, é isso eu acho. —— Desta vez, ergueu finalmente a cabeça para encarar os policiais que pareciam que já tinham tudo o que queriam, então levantou-se finalmente e aprontou-se para sair da sala, mas antes... —— Pois é... eu sei que vocês só estão fazendo o vosso trabalho e tudo mais... mas realmente acham que isto vai dar em algo? Duvido... é de um espírito que estamos falando... mas vocês que sabem —— Olhou por cima do ombro encarando os policiais, mas logo suspirou e finalmente saiu pela porta, para a fechar em seguida.

HAJIME YASU


Estava demasiado nervoso com tudo o que estava acontecendo. Ainda não acreditava que tinha sobrevivido a um jogo daquele género, é verdade, mas o facto de que os policiais insistiam em fazer perguntas repetitivas a todos os membros sobreviventes só o irritava mais. Eles não conseguiam entender que eles precisavam de tempo para assimilar tudo? É sério? Não estava com paciência para estar ali, tendo que encarar a cara de sabe-se la quantos inúteis mas... Usagi tinha o trazido porque ele sabia que Hajime precisava fazer aquilo. Não era totalmente obrigatório, ele sabia disso, mas também sabia que podia ter só alguma coisa que ele pudesse ajudar com o seu depoimento mas... realmente... ele só tinha 12 anos... A primeira pergunta que eles fizeram, o loiro fazia-se a mesma questão faz algum tempo. Como que foi parar ao clube dos rumores? Huh... —— Sinceramente, não sei... Eu tinha que me inscrever em algum clube pelo menos, e eu achei interessante o de rumores, só isso... mas se não fosse a influência dos meus irmãos, eu não teria ido... —— Estava com os braços cruzados na cadeira, e por um momento, depois de falar a palavra irmãos... lembrou-se de Hisako... não era justo, porque os policiais faziam tantas perguntas sobre o clube de rumores mas não tentavam encontrar os culpados do acampamento para onde Hisako foi!? Isso era o que o deixava mais irritado porque ele sabia que andavam por aí dois traidores que deviam pagar pelo que fizeram... ugh... era quase como no primeiro clube dos rumores, onde tinham 3 raposas soltas ainda... era estranho para ele pensar sobre isso... —— Huh? Que chato... Tem a moeda, espírito, move a moeda e torna-se raposa, é isso. Objetivo é matá-las, simples —— Revirou os olhos olhando para outro sítio qualquer para não ter que encarar a casa daqueles policiais. Estava irritando ele... era verdade que ele gostaria de saber também como estava Sylvette em relação aquilo... será que ela se estava aguentando bem? Ela... chorou tanto naquela hora também... ele nunca se iria esquecer disso... —— Terminou? Sinceramente, não acho que tenha mais informação para vocês e todo... —— Se levantou pronto para sair mas foi parado por um policial que começou a falar mesmo ele estando de costas e de frente para a porta. "Qual era a sua relação com o líder? É a última questão que tenho...", acabou ficando paralisado naquele momento cerrando os punhos em seguida e mordendo o lábio inferior. —— Você acha mesmo que está no direito de perguntar a relação que tínhamos com qualquer pessoa naquele clube que acabou morrendo? —— A voz do loiro estava com tanta raiva, tanto quanto seus olhos, quando o loiro se virou para o policial que ficou um pouco surpreendido. —— Mas tudo bem, eu respondo... —— Ainda com a mesma voz de raiva, se virou completamente para o policial com os olhos cheios de raiva e tristeza. —— Não era das melhores, eu acusei ele de muita coisa por ser o líder e não fazer nada... mas a verdade é que ele foi muito corajoso no final, e tenho orgulho de dizer que ele... era meu amigo, no final. De todos no clube... então lamento muito a morte dele... agora se me dão licença... —— Ainda com o olhar cheio de raiva para o policial que o tinha questionado, virou-se em seguida de novo para a porta e abriu-a rapidamente para a fechar com força fazendo algum barulho. Cerrou os punhos se lembrando de Yamato por um momento mas logo respirou fundo voltando para junto do irmão. Realmente... ás vezes, tem pessoas que não levam em conta os sentimentos das outras e ficam falando coisas assim sem mais nem menos... ele odiava isso já... ele com certeza não queria voltar a este local tão cedo... não mesmo...

SUSUMO HANA


Estava demasiado ansioso porque sabia que teria que responder a algumas perguntas, e lembrar-se do que aconteceu no clube não era exatamente uns dos planos do loiro para aquele momento. Ele queria tentar se recuperar minimamente... mesmo que achasse que iria ser difícil, não só para ele como também para o resto dos membros que saíram vivos do clube... Já estava na sala onde iriam começar a fazer as questões e com a primeira pergunta, veio o primeiro anseio. —— Porque... a minha irmã mais nova esteve no clube á dois anos também... e eu queria saber o porquê do que tinha acontecido... queria saber mais... e... uma amiga tinha me convidado para as férias na ilha... —— Engoliu um seco. Já tinha sido a algum tempo, um ano e pouco, mas não conseguia se lembrar como tinha sido o funeral da irmã. Era triste para ele... mesmo que eles fossem só meios irmãos, filhos do mesmo pai, ela era uma coisa preciosa para ele, e mesmo assim... quando foi que tudo saiu do controle? Quando foi que toda a sua família começou a dar errado? Perdeu todos... irmão gémeo... mãe verdadeira... meia irmã... e agora o seu pai morreu da doença que tinha... não tinha mais ninguém que o mantivesse no Japão... então ir com Umiko para a Austrália era o melhor... tinha que terminar os preparativos para o funeral do pai também... e daqui a uns dias iria viajar, depois do mesmo... era tão... solitário, mas ao mesmo tempo, nem por isso... pelo menos tinha Umiko, que apareceu no meio de toda aquela tragédia para dar luz para ele. —— Hm? —— Voltou á realidade quando as questões continuaram. Coçou um pouco a bochecha pensando para si mesmo em relação á questão de Kokkuri-san... —— Ele é um espírito... da raposa né... bem, teve o jogo e pessoas mexeram a moeda... depois disso, vocês já devem saber o resto, certo? 7 raposas, tínhamos que achá-las e... m-matá-las... para acabar com o jogo e sairmos vivos... e é isso... —— Encolheu-se um pouco suspirando, mas logo os policiais confirmaram que já tinham tudo e ele suspirou de alívio se levantando. Os policiais agradeceram por o loiro ter dado algum do seu tempo para eles. —— De nada... sem querer ser mal educado, mas espero que não nos voltemos a ver tão cedo, ahah... —— Sorriu fraco e viu que os policiais também tinham entendido o que o loiro tinha dito, então logo se despediu dos mesmos e saiu pela porta. Ele ainda tinha... muito que fazer, infelizmente...

RENA NOERU KURISUMASU


O depoimento que procura perdeu-se.
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